O Anti - Comunismo de Proudhon
Francisco Trindade, 08.03.2005 19:13
O Anti - Comunismo de Proudhon
O Anti - Comunismo de Proudhon
Apresentamos a actualização de Março do site
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Com a introdução de um novo texto intitulado
O Anti - Comunismo de Proudhon
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Segue-se excerto do texto que pode ser lido na íntegra em
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Responsável técnico máximo, como de costume
José Carlos Fortuna.
As críticas que Proudhon envia ao comunismo são de duas ordens. Antes de tudo, encontram-se aquelas, as mais numerosas, que têm como alvo as doutrinas que lhe foram dadas a estudar, a seguir aquelas relativas ao próprio princípio de comunidade de bens e às suas implicações.
O comunismo neste princípio do século XIX é composto por uma miríade de doutrinas que professam a vinda de micro sociedades estáticas idealmente regidas por uma organização igualitária e autoritária.
Proudhon tomando, segundo os seus termos, a elaboração dum "socialismo científico" , não podia dar créditos a estas fantasias quase religiosas, cujo fim residia na construção ideal dum novo Eden, dum paraíso na terra, e isto, sem se ligar ao que são as leis objectivas da sociedade, sem ver o "vínculo dialéctico que existe entre a prática económica do grupo e as ideias e valores que segrega a partir da sua actividade económica":
"O erro do socialismo foi até agora perpetuar o devaneio religioso lançando-se num futuro fantástico em lugar de compreender a realidade que o esmaga."
Para atenuar esta insuficiência teórica, o único recurso dos "socialistas utópicos" era apelar ao Homem, à moral, à religião e enfim ao autoritarismo. Se Proudhon só pode sentir-se solidário da sua condenação moral da sociedade, não pode, pelo contrário, desculpar nem o seu humanismo místico, nem a sua falência científica:
Saudações proudhonianas
Até breve
Francisco Trindade
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